segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Novembro cai



Um vão pesado
apertando o tórax:
cúmulo-nimbus.

Negras sombras
sangram no asfalto
em pleno meio-dia.

A tal torneirinha
se abre, pigarreia
e respinga.

Viscosidades
escorrem pelo
cérebro.

Engaiolados,
meus vaga-lumes
pedem demissão.

Eu te ligo:

Vem pra minha casa
desarmar essa
bomba artesanal.

Um comentário:

alessandra disse...

novembro cai sempre! relendo suas preciosidades!