domingo, 18 de fevereiro de 2007

Fascinação com o ovo (III)



O que páre o ovo
É tão imperfeito
Quanto o que o ovo páre.
A linha óbvia do casulo
Esconde o caos latente.
Uma gema não se agüenta.
Uma clara, manso ungüento,
Libertada chora e chora.
Um pinto embriônico
faz nojo. A crosta perfeita
Pujança efêmera, chocalho de deus.
Tudo é. Assim sou eu.


Um comentário:

Alessandra Espínola disse...

Fico pasmada com toda sua poesia, que é pura fascinação!