domingo, 8 de maio de 2011

Dois poemas sobre o tempo

I.
Lá de onde eu vim
O tempo faz hoje de mim
Forasteira.


1997


II.
Voltando para casa
Achando-me de fora
Me disse a mesma casa:
-- Nunca foste embora.


2011

4 comentários:

Blog do Pizano disse...

retornar?
estes poemas me pegaram agora

onde quer que se mora
da gente a casa nunca vai-se embora

belo e revelador poema

líria porto disse...

menina boa de verso é essa??? estou de queijo caído!!
besos

Anônimo disse...

Liria. Porto.

Porque tens o nome leve
E um sobrenome seguro
Adivinho que sejas assim:
Metade nau ágil, veloz
Amante do perigo
Enquanto a outra
(vigas no lodo!)
Oferece abrigo.

L. Saad

Alessandra Espínola disse...

cada vez mais maviosa, vixe! Que gostosura estar viva pra ler você!