segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

A plenitude de tudo que me rodeia,
 Eis apenas o que almejo.

Agarrar-me ao mundo alastrando-me
 fossem estes braços

caules de uma hera
Enraizar-me

Penetrando póros
Verdejantes capilares 

Consumi-lo

enrolando gavinas, meus
Latejantes tentáculos
Pelas quinas

Deste mundo

Arruinar-me.

Eis o que desejo:
De tudo, a plenitude.

3 comentários:

f. talal disse...

eis aquilo que nos salva e nos desgraça: não sermos acabados.

nos deixa com a sensação de incompletude, mas é o que nos faz buscar o novo, caminhar.


que bom que voltou.

Julia disse...

muito lindo!
fico feliz
obrigada!

Leonardo Melo disse...

sensacional!! tens estilo próprio
visite tb o meu blog
http://www.insulisdilectio.blogspot.com/