sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Mulheres sem crianca



As mulheres sem crianca
Vao deixando rastros de faiscas
Pelas ruas da cidade.
E sabem o quanto sao temidas.

Elas cruzam avenidas balancando as saias
Numa elegancia violenta.
Fazem estremecer o chao
Dos restaurantes de bairro,

Das casas e dos bares onde homens
Que nao foram seus filhos
Seguem-nas com olhares de soslaio.
Mais tarde, sozinhos, eles travam portas e

Choram de amor
Por essas mulheres sem crianca
E tudo que nelas ha de eterno.



1997

7 comentários:

un dress disse...

ah sim

mulheres de ventre

e terna mente

desocupado

un dress disse...

abraço e beijO lavinia :)

Letras de Babel disse...

minhas crianças, minha eternidade.

__________________________

NEW LOOK

as lágrimas dos homens
são fagulhas viscosas, vermelhas
não lhes chamo lágrimas.

[mesmo que chamasse não me sentiria eterna nelas.]

___________________________

Duda disse...

Ei Lavínia, indiquei esse poema seu (sem título, hehe):
http://palavrogramas.blogspot.com/2007/05/disso-fomos-feitos-dum-bailarino-plen.html pro concurso "Prêmio Caneta de Ouro - Poesias 'in Blog 2007".
Participando do concurso você indica 5 poemas de outros blogs. As regras estão nesse link:
http://poemasdeandreluis.blogspot.com/2007/08/prmio-caneta-de-ouro.html#links
Espero que você aceite a indicação e participe do concurso também :)
beijos!

Lapa disse...

The Arithmethic Table of the Time

Pierre Garay Costa disse...

Belo Blog!

Thania Klycia disse...

Captar o sentimento da humanidade não é tarefa para almas insensíveis. Parabéns pela sensibilidade.